Quando o Google comprar o Brasil

December 3rd, 2007

No meio político brasileiro usa-se sempre, como arma para atacar um adversário presidenciável, a já velha frase “Ele vai privatizar as estatais. Vai vender o Brasil”.

Talvez devêssemos nos atentar para o fato de que 90% das estatais são podres. São transformadas em aparelhos partidários. Veja no governo Lula, por exemplo, o número de petistas e “camaradas” de partidos apoiadores que se encontram na Petrobrás e etc. E devemos também nos atentar mais ainda ao fato de que tudo que é privatizado se torna melhor, oferece mais qualidade ao povo, sim o povo, aquele pessoal famigerado que os políticos só lembram em época de eleição.

Portanto sugiro que o Brasil inteiro seja privatizado. Sim, colocaremos o país à venda. mas colocaremos à venda para um cliente só: o Google! Assim não teríamos mais um governo e sim um Gooverno. Veja então o que aconteceria:

  • Dificilmente veríamos engravatados em Brasília.
  • Brasília seria o lugar mais interessante para se trabalhar, mesmo se pagar pouco.
  • O Brasil seria o país com maior crescimento econômico do mundo.
  • Os serviços públicos e gratuitos oferecidos pelo Gooverno, tais como educação, saúde e segurança seriam tão bons e muitas vezes até melhores do que os serviços privados.
  • As empresas privadas, que oferecem serviços iguais ao do Gooverno, iriam fechar as portas aos poucos, uma a uma, por não conseguir concorrer.
  • Todas as pessoas teriam acesso gratuito à internet (com ou sem fio).
  • Não iríamos mais pagar impostos.
  • O Gooverno estaria interessadíssimo em saber o que estamos achando dos serviços oferecidos por ele. E assim periodicamente iríamos responder à pesquisas online sobre a qualidade do ensino, da rede de saúde, do transporte público, da segurança e até da beleza das obras públicas e, melhor ainda, saberíamos que nossas opiniões seriam ouvidas e os serviços adaptados e melhorados de acordo com elas.
  • Criminosos terríveis, tais como assassinos, traficantes e estupradores seriam desindexados do Gooverno e assim seriam obrigados a irem morar numa ilha no meio do Atlântico.

Ainda resta a pergunta: De onde o Gooverno iria tirar dinheiro para tudo isso?

A resposta é fácil: Através do AdBrazil.

O AdBrazil seria um serviço de anúncios relevantes onde qualquer brasileiro poderia se cadastrar para gerar renda com anúncios em seus carros, casas, escritórios e produtos. Obviamente que ganharia mais quem souber usar melhor. Nos restaurantes, ao abrir o cardápio, na seção de bebidas, você veria anúncios de distribuidoras de bebidas. Na seção de comida, veria anúncios de supermercados e açougues. E por aí vai. Imagine só: um escritor lança um livro e em algumas páginas teriam alguns anúncios relevantes ao que foi tratado naquelas páginas.

Obviamente isso poderia causar algum problema de poluição visual mas…

…O Gooverno iria sanar isso substituindo a constituição e as leis brasileiras (que hoje em dia estão beirando a inutilidade), pelos Regulamento do Programa, Política de Privacidade, e Termos e Condições.

O Brasil seria uma maravilha. As crianças que nascerem depois disso, vão crescer, se tornarem adultas, olharão para suas carteiras de identidade do Gooverno, que receberam após concordarem com os Termos de Adesão, e ficarão horrorizados lembrando dos casos que seus pais contavam sobre o Brasil antes do Google.

5 Comments »

  1. Will Santos says

    Genial, o Brasil realmente seria um lugar bem melhor com o Gooverno, ainda que seria um país em eterno beta, mas teriamos novidades toda semana.

    Agora só nos resta sair as ruas com os rotos pintados de azul, vermelho, amarelo e verde(quem sabe as cores da nova bandeira :P) e exigir a venda.

    December 19th, 2007 | #

  2. Maria Lucia B Silva says

    Ah! Se isso pudesse acontecer.Que idéia hein!!!!!!!Genial!!!!!!!!!

    December 22nd, 2007 | #

  3. felipe moura says

    hehe ta ai uma coisa que nunca me ocorreu

    December 26th, 2007 | #

  4. Carla says

    Adorei, finalmente um futuro para o brasil.
    Parabéns…

    February 22nd, 2008 | #

  5. Escriba says

    April 2nd, 2008 | #

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